Dados mostram que mulher denuncia mais a violência




O registro de número de crimes contra a mulher aumentou na Região Metropolitana de Belém, em 2011. No ano passado, foram 2.117 casos, contra 1.976 em 2010 – um crescimento de 7,14%.
Ameaça e lesão corporal são as principais queixas registradas. O número de ameaças, um total de 2.353 casos, aumentou 2,17% em comparação a 2010 – no qual foram registrados 2.303.
Os casos de lesão corporal apresentaram uma queda de 32,15%, mas ainda encontram-se assustadoramente altos. De 1.011, em 2010, caíram para 686, este ano.
Os dados oficiais da violência do Estado foram divulgados ontem pela Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Segup). O levantamento foi baseado nas informações coletadas pela Divisão Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), da Polícia Civil, com o apoio técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
Apesar da alta registrada, os dados foram definidos como positivos pelo governo. “Temos duas leituras para esses números. A primeira é a que a gente tem que diminuir cada vez mais a violência contra a mulher. A outra forma de encarar os dados é que esse aumento não quer dizer que tenha aumentado a violência. O que tem é o aumento das denúncias, da confiança no sistema de segurança pública”, afirma Luiz Fernando Rocha, secretário de Segurança Pública do Estado.
De acordo com o estudo, os flagrantes e prisões aumentaram. Entretanto, ainda existe uma significativa disparidade se comparados com o número de ocorrências registradas. Os flagrantes, em 2010, foram 111; já no ano seguinte, foram 228, registrando um crescimento de 105%. As prisões em 2011 foram 84,5% maiores em relação ao ano anterior. De 129, em 2010, passaram a 238 em 2011.
“As prisões ainda estão pequenas em relação ao número de agressões, por exemplo, porque nem todos os processos são flagrantes. A maioria das denúncias vêm por inquérito policial por portaria, ou seja, são abertas por investigação. A mulher ainda tem medo de denunciar. Com as mudanças na Lei Maria da Penha, a expectativa é que o número de denúncias aumente”, afirma a delegada Alessandra Jorge, titular da Delegacia da Mulher.
Em fevereiro, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que, nos casos de agressão física leves previstos na Lei Maria da Penha, o processo judicial deve ser iniciado independente da vontade da mulher. Criada há cinco anos, a lei foi estabelecida para combater a violência doméstica.

Dia 25 de novembro - Dia de luta contra a violência à mulher

Dia de luta contra a violência à mulher 
         Dia 25 de novembro  marca o dia da luta Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. A data foi designada em 1999 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para lembrar à sociedade dos direitos das mulheres.
         Sabemos que a  violência contra mulher não escolhe raça, idade ou condição social. Agredir, matar, estuprar uma mulher ou uma menina são fatos que têm acontecido ao longo da história em praticamente todos os países ditos civilizados e dotados dos mais diferentes regimes econômicos e políticos.
          A persistente cultura de subordinação da mulher ao homem de quem ela é considerada uma inalienável e eterna propriedade; uma recorrente dramatização romântica do amor passional levou anos o aumento dos dados estatístico de  mulheres mortas em nosso país.
         No decorrer da historia, houve vários movimentos pela luta de direitos da mulher entre eles destaca-se a Lei 11.340/06, conhecida com Lei Maria da Penha, ganhou este nome em homenagem à Maria da Penha Maia Fernandes, que por vinte anos  lutou para ver seu agressor preso.

         “Maria da Penha é biofarmacêutica cearense, e foi casado com o professor universitário Marco Antonio Herredia Viveros. Em 1983 ela sofreu a primeira tentativa de assassinato, quando levou um tiro nas costas enquanto dormia. Viveros foi encontrado na cozinha, gritando por socorro, alegando que tinham sido atacados por assaltantes. Desta primeira tentativa, Maria da Penha saiu paraplégica A segunda tentativa de homicídio aconteceu meses depois, quando Viveros empurrou Maria da Penha da cadeira de rodas e tentou eletrocutá-la no chuveiro.”(
www.observe.ufba)
         Peço neste dia que nos mulheres lutamos contra qualquer tipo de violência que possa deixar marcar não apenas no corpo mais principalmente na alma.lembre-se quem ama transforma a vida no simples gesto de carinho.

O que é violência contra crianças?

• É tudo que fazem em vocês, ou que deixam de fazer para vocês, que lhes cause ou seja capaz de lhes causar algum mal físico, sexual e/ou emocional.


• Quem faz ou deixa de fazer isso pode ser uma pessoa conhecida (por exemplo, um professor, um amigo da família) ou uma pessoa estranha.


• Mas, na maioria dos casos, é alguém da própria família da criança ou do adolescente ou seu responsável.


• Se quem comete a violência for o responsável pela criança ou pelo adolescente, isso significa que essa            
pessoa não está cumprindo seu dever de proteger e cuidar,  e está abusando de sua autoridade. 


• É difícil entender isso, porque quem cuida da gente deveria ser alguém em quem confiar e com quem sentir segurança!


• De todo jeito, a pessoa que violenta crianças ou adolescentes está negando o direito que vocês têm de serem tratados como seres humanos e de acordo com sua idade e seu desenvolvimento. 


• Ela também está transformando a diferença entre adulto e criança — que deve ser respeitada — em desigualdade: embora crianças e adolescentes sejam diferentes dos adultos, têm o mesmo valor e merecem o mesmo respeito 


fonte: Mello, Anna Christina Cardoso de
Kit respeitar : enfrentamento à violência contra crianças e
adolescentes : queremos respeito : guia para crianças, adolescentes
e quem lida com eles / Anna Christina Cardoso de Mello. – São
Paulo : Fundação Orsa : SEADS : Imprensa Oficial do Estado de
São Paulo, 2008.